4 de Abril de 2009
Adaptação de fantástico game de PS2 não empolga.
Quantidade de Jogadores:
Gênero: RPG
Direto da Terra do Sol Nascente
Ao contrário do que possa parecer, nem sempre o que fica no Japão e não vem para o Ocidente – em relação ao lançamento de jogos - são grandes games. Apesar de clássicos verdadeiramente incríveis, como “Fire Emblem”, ficarem por lá durante longos períodos de obscurantismo para o lado de cá do planeta, muito do que fica por lá deveria permanecer dessa forma.
Porém, com a fama que possui a respeito da produção de RPGs, os estúdios japoneses vêm exportando suas criações para outros lugares do globo, inclusive para o Ocidente. Ainda que boa parte dos jogos que chegam sejam de boa qualidade, alguns são tão clichês que nem mereciam ter sido criados. Seja bem vindo a “Mania Khemia: Student Alliance”.
Adaptação sem esmero
“Mania Khemia: Student Alliance” é uma adaptação do game da série lançado para PlayStation 2 em 2007. O enredo conta com tudo aquilo que estamos acostumados a conferir nos RPGs desde os tempos de seu surgimento. Nela, o herói possui um poder que só descobre a partir de um acontecimento que muda sua vida. Ele, por sua vez, também encontra uma equipe que (naturalmente) se transforma em seus melhores amigos e, mesmo que tendo conhecido o intrépido herói naquele momento, já aceita arriscar suas próprias vidas em uma aventura de proporções épicas.
O herói é Vayne Aurelius e não lembra nada sobre seu próprio passado. Acompanhando – o a todo o momento está o gatinho Sulpher, que é uma espécie de conselheiro de nosso herói. Vayne consegue adentrar na universidade e participará da vida nela, assistindo a aulas, conhecendo pessoas e participando de diversas outras tarefas. É através dessa vida de “Harry Potter” que o herói progredirá e aprenderá a forjar itens e equipamentos para utilizar nas batalhas.
As batalhas, aliás, são um dos poucos momentos onde a equipe de criação tentou inovar. Baseada em um sistema de turnos, um diferente sistema de ‘reserva’ de personagens permite que você utilize personagens em momento específicos da batalha.
Porém, o visual não foi trabalhado devidamente, e ficou aquém da capacidade que poderia ser alcançada, especialmente no que diz respeito ao frame rate que a todo o tempo tem quedas e deixa o jogo lento sem grandes motivos. Entre todos os defeitos, porém, nada irrita mais que as infindáveis telas de loading que surgem a todo momento. A cada troca de tela, um loading aparece, e o jogo perde toda dinamicidade que poderia ter.
Resumo
Adaptação de um jogo para PS2 que foi aclamado pela mídia e pelos jogadores, “Mana Khemia: Student Alliance” tinha tudo para ser um game de proporções épicas no PSP e engrossar a fileira de bons jogos do console, que, infelizmente, não é longa. Porém, suas falhas técnicas e a falta de inovação derrubaram toda a possibilidade do game ser algo grandioso. Apesar das tentativas de inovar na criação de itens e no sistema de batalha, as falhas técnicas acabam sendo mais gritantes e não permitindo que o jogador se anime com o game.
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